LITERALIXO
   A ÚLTIMA LISTA DE SEMIPLÁGIOS MUSICAIS!!!!!!!!!!!!!

A última até que a Gis Greene faça outra!!!!!!!!!!!

» O Feeting Joys, cover do My Bloody Valentine, demorou, mas resolveu aparecer nessa lixolista: sua bela "Lovely Crawl" é idêntica a "Come in Alone", especialmente nas re-repetições e nos vocais sussurrados e indistinguíveis. Isso sem falar que sua "Go and Come Back" parece cópia do megahit "Only Shallow";
» "I won't back down", do supersupersupergrupo Travelling Wilburys deve ter inspirado Black a compor "I Can't Forget", dos Pixies;
» Ainda sobe os Pixies, um autoplágio pra desenferrujar: "Gouge Away" = "Debaser", e vice-versa;
» Autoplágio The Verve: As lindaças "The drugs don't work" e "Sonnet" são quase o mesmo elemento, se bem que todas as canções do Verve são assim... Ouviu uma, ouviu todas.
» "Love Sick", do Bob Dylan, frequentador assíduo deste lixoblog = "Alabama Songs (Whiskey Bar)", do Doors;
» "Talk", que tem clipe astronáutico, do "oasiano" Coldplay, isso, aquela, é plagiozão de "Open", do Cure;
» Autoplágio do Queen: "Another one bites the dust" = "Need Your Loving Tonight";
» O excelente refrão de "Kiss off", do Violent Femmes, deve ter inspirado diretamente a faixa-tema da divertida teenserie australiana "Mudança de Vida";
» "Beautiful One", do Smashing Pumpkins rememora seu antigo ultrahit "Disarm";
» "Mama", do Stephen Malkmus = "All apologies", do Nirvana;
» Falando no Malkmus... Ao final de sua “Trojan Curfew”, tem um solo de guitarra que anteriormente foi utilizado por sua antiga banda na douradíssima “Gold Soundz”;
» "Bring on the dancing horses", do Echo and the Bunnymen, deve ter inspirado a lindosa "Imaginary Friends", do sempre excelente Ron Sexsmith, especialmente na entonação com que é cantada;
» "Downstream", do Ocean Colour Scene = "With a little help from my friends" (dos Beatles) na versão do Joe Cocker;
» "Velha história", do Neo = "Kiwi maddog 20/20", do sempre reluzente Elliott Smith;
» Essa deveria ter entrado em outra lista, mas vai nessa: A linda "Beauty", do James Iha = "There she goes", do Velvet Underground.


Só pra não perder o costume, uns semiplágios videocliposos:

» A primeira metade do clipão de "We're No Adult Orientated", do fantástico Stereolab é puro "Open Your Eyes", do Snow Patrol; já a segunda, tem os refletores de "Cherub Rock", dos Smashing Pumpkins. Ecos kerslakianos...
» "Uma Canção é Para Isso", do Skank tem um clima de redenção através música, mesma temática usada no clipe de "Just My Imagination", dos irlandeses do Cranberries. Ah, e ambos são coloridíssimos e mega-ensolarados;
» "Rock of All Ages", do Badfingers = "Paranoid", do Black Sabbath;
» Falando no Sabbath... "I'll be there for you", do onehitwonder Rembrandts, é idêntica ao início de "After Forever".



Escrito por Giselly Grix às 23h01
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   A PRIMEIRA DOSE DA ALCOOPOP

Resenha do demodisco "Lixúria" (2008)

Chega-se ao fim da etapa fermentativa da AlcooPop e, com o início da autólise, inicia-se também o período da maturação alcoopopística. Estranho e errôneo seria dizer algo assim a respeito da demo de estréia de uma banda que tem menos de dois anos de existência, mas não neste caso. Isso porque todos os alcoopopenses vêm de outros projetos da cena alternativa brasiliense, como Conflito Permanente, Hartripe, Arsênio, e muitos outros. E, evidentemente, foram exatamente essas experiências passadas que contribuíram para modelar esta demo lixuriante.
"Lixúria", lançada agora em setembro, é composta de oito faixas e, numa análise química, se equilibra bem entre a acidez e o teor alcoólico. Foi gravada no estúdio Spelunka, em Brazlândia (assim como o primeiro videoclipe da banda, da excelente “2003 Ausências”), e sua qualidade sonora está muito boa. Detalhes técnicos geralmente põem a perder as boas intenções e, felizmente, esse não é o caso da AlcooPop, como se ouve neste primeiro trabalho, por isso, jogue fora seus canudinhos de plástico, escolha uma das taças e prepare-se para a degustação.
"Esqueça o Que Eu Digo", a faixa de abertura, totalmente instrumental, preza pelas alternativações das rifferamas e ainda consegue ser facilmente degustável. Algo a se considerar, é o rock alternativo fundido com o pop nada comercial, características essas que recendem por todo o álbum.
Dando seqüência ao ritual sônico alcoopopístico, a temperatura de serviço indicada é ditada pela frialdade das batidas flebópteras de faixas como o hit alternativo "Nebuloso", que perdeu em sua letra o que ganhou em graduação eletrônica, descaracterizando por completo a canção, tornando-a quase irreconhecível se comparada à primeira versão. O único ponto baixo do álbum.
"Por Um Momento" tem uma bateria onipresente que dá destaque aos efeitos eletrônicos e às alterações guitarrísticas. Com excelente refrão e levada quase dançante, é forte candidata a hit, embora isso não seja importante - a não ser para acrescer público.
Num rápido julgamento de reconhecimento, podem-se sentir ecos de "Beautiful One" (que eu nem preciso dizer de quem é) na otimíssima "Eu Te Quero Bem, Meu Bem" e também homenagens aos heróis, como a encontrada em "Como Um Louco", em que Joy Division encontra Pixies e Jesus and Mary Chain, quase uma remanescente do shoegaze - rótulo este que ameaçou voltar em 2005 com Fleeting Joys e Silversun Pickups.
"2003 Ausências", a pungente doçura dos soluços do penitente, perfeita, circularíssima em seus quase cinco minutos mágicos. Sem groguices lentejoulantes, deslocamento, aflição embutida, desorientação, vae soli... Altamente aderente.
"Into the Jail" é outra que, assim como “Esqueça o Que Eu Digo” avoca sua veia guitarrística, faixa fortificada, tal como um xerez amontillado, para “apavorar os céticos”. Ela está aí para dizer que não parece, mas é.
A faixa "45º", com sua letra quase tão nebulosa quanto a do hit "Nebuloso" e com alto grau de aderência, vem por último para nos acordar e para encobrir ainda mais a obliqüidade dos sentimentos humanos. Sua “linha do tempo” quase não oscila, mas se modifica gradativamente, indo do pós-punk ao neoprogressivo com grande destreza. Um ponto altíssimo entre vários neste disco lixurioso.

Origem: Brasil
Região: Brazlândia
Tipo: Lixúria
Safra: 2008
Produtores: Anderson 'Pinky' Ceciliano, Karina Marques, Klans Otoniel, Marcelo Dias
Composição: "Esqueça o Que Eu Digo", "2003 Ausências", "Nebuloso", "Into the Jail", "Por Um Momento", "Eu Te Quero Bem, Meu Bem", "Como Um Louco" e "45°"
Período de persistência: de alguns meses a vários anos
Harmonização: Receitar acompanhamentos seria supérfluo, até porque o "Lixúria" só não combina com parvonáceos.
Avaliação: 85 pontos

Escrito por Giselíssima às 11h55
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